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Se você está pesquisando sobre o que fazer em Foz do Iguaçu, precisa ver como foi nosso roteiro de viagem nas duas vezes em que estivemos por lá.
Aqui, além de te mostrar como foram nossas viagens, também vamos explicar porque este é um destino que não pode faltar no histórico de aventuras de nenhum viajante.
Confira!
Sobre Foz do Iguaçu
Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, é um dos principais destinos turísticos do Brasil, conhecida por suas belezas naturais e diversidade cultural. Localizada na tríplice fronteira com Argentina e Paraguai, a cidade oferece a chance de explorar três países em uma única viagem.
O destaque principal é o Parque Nacional do Iguaçu, onde as Cataratas do Iguaçu, com suas mais de 270 quedas d’água, impressionam pela grandiosidade. A Garganta do Diabo, a maior queda, proporciona vistas inesquecíveis. Reconhecido pela UNESCO, o parque abriga uma rica biodiversidade e oferece atividades como o Macuco Safari, que leva visitantes em botes infláveis próximos às quedas.
Outro ícone é a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo em geração de energia. Suas visitas guiadas incluem o Ecomuseu e o Refúgio Biológico Bela Vista, focado na preservação ambiental. Próximo às cataratas, o Parque das Aves encanta com mais de 1.300 aves em viveiros imersivos, destacando projetos de conservação.
A diversidade cultural é evidente em atrações como a Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, que impressiona pela arquitetura islâmica, e o Templo Budista Chen Tien, com seus jardins e estátuas que promovem reflexão. O Marco das Três Fronteiras celebra a integração de Brasil, Argentina e Paraguai com shows culturais e restaurantes típicos.
Foz também atrai pelo comércio, com a proximidade de Ciudad del Este, famosa por suas lojas de produtos importados a preços acessíveis. A gastronomia local é multicultural, com opções que vão de churrascarias brasileiras a pratos típicos da região.
Em suma, com infraestrutura diversificada em hospedagem, clima subtropical agradável e acesso facilitado por aeroporto internacional, Foz do Iguaçu é uma cidade que encanta visitantes o ano inteiro.
Quando ir a Foz do Iguaçu?
A melhor época para visitar Foz do Iguaçu depende das preferências do viajante.
Para ver as Cataratas com maior volume de água, o verão (dezembro a fevereiro) é ideal, apesar das altas temperaturas e chuvas frequentes. Nesse período, as quedas d’água estão mais impressionantes devido ao aumento do fluxo hídrico.
Se o objetivo é evitar multidões e aproveitar temperaturas mais amenas, os meses de outono (março a maio) e primavera (setembro a novembro) são recomendados.
Para quem busca economia, a baixa temporada ocorre de março a junho e de agosto a novembro, exceto em feriados. Nesses períodos, os preços de hospedagem e passeios tendem a ser mais acessíveis, e a cidade recebe menos turistas.
Como chegar a Foz do Iguaçu?
Foz do Iguaçu é acessível por avião, carro ou ônibus.
O Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas (IGU) recebe voos das principais cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.
Para quem prefere viajar de carro, a BR-277 é a principal rodovia que liga Foz do Iguaçu ao restante do Paraná; ela atravessa o estado de leste a oeste.
A cidade está a aproximadamente 640 km de Curitiba, 940 km de Florianópolis e 900 km de Porto Alegre, por exemplo.
Viajantes de ônibus contam com empresas como Catarinense e Pluma, que operam rotas para Foz do Iguaçu.
A Rodoviária de Foz do Iguaçu está localizada na Av. Costa e Silva, 1601, no bairro Jardim Itamaraty — fácil acesso ao centro e às principais atrações turísticas.
Onde se hospedar em Foz do Iguaçu?
Por sua vocação turística, Foz do Iguaçu tem uma excelente infraestrutura de hospedagem.
No centro da cidade, há hotéis econômicos e de médio porte, ideais para quem busca proximidade com restaurantes e comércio. Já na Avenida das Cataratas, encontram-se resorts e hotéis de luxo, próximos às principais atrações turísticas.
Uma recomendação é o Foz Plaza Hotel, localizado no coração de Foz do Iguaçu.
Moderno, ele oferece quartos confortáveis com ar-condicionado, TV a cabo e frigobar. Os hóspedes podem desfrutar de Wi-Fi gratuito em todas as áreas e de um generoso buffet de café da manhã, com itens de confeitaria, croissants e frutas da estação fatiadas.
Além disso, o Foz Plaza Hotel dispõe de piscina ao ar livre e banheiras de hidromassagem, proporcionando momentos de relaxamento após um dia de passeios.
Sua localização central facilita o acesso às principais atrações da cidade, como as Cataratas do Iguaçu e a Usina de Itaipu, entre outras.
Nosso roteiro de 7 dias de viagem em Foz do Iguaçu, em 2023
Agora dê uma olhada em nosso roteiro de viagem de 2023, quando estivemos em Foz do Iguaçu e região por sete dias.
Dia 1 – Chegada e Marco das Três Fronteiras
Chegamos em Foz do Iguaçu no início da tarde e fomos direto para o hotel. Depois de deixar as malas, saímos para o shopping, já que não tínhamos almoçado. Aproveitamos para fazer compras rápidas: água, biscoitos e outros itens essenciais.
Como viajamos com o Nicolas, nosso bebê, levamos também a comida dele, que havíamos reservado com antecedência.
Para garantir conforto ao Nicolas, escolhemos um hotel que oferecia berço, mas ele era diferente do que usamos em casa. Apesar disso, a cama grande do quarto nos dava a opção de dividir o espaço, se necessário.
Após nos organizarmos, já no final da tarde/início da noite, fomos visitar o Marco das Três Fronteiras.
A combinação de história, cultura e a vista do encontro dos rios tornou a experiência memorável, especialmente com o show de luzes à noite.
Dia 2 – Cataratas Brasileiras e Parque das Aves
Começamos o dia revivendo um passeio que fizemos em 2016, e que é obrigatório: as Cataratas Brasileiras. Com 1,2 km de trilha, o percurso oferece mirantes perfeitos para admirar as quedas e sentir a força da Garganta do Diabo.
A experiência foi tão impactante quanto da primeira vez, mas ainda ficamos ansiosos para comparar com as cataratas argentinas.
Depois, fomos ao Parque das Aves, que fica a apenas 300 metros da entrada do parque nacional.
Caminhamos tranquilamente até lá para aproveitar o contato com a fauna local. Os viveiros imersivos permitiram uma interação única com tucanos, araras e flamingos, algo que encantou a todos, inclusive o Nicolas.
Dia 3 – Mesquita, Templo Budista, Roda-Gigante e Kattamaran II
O terceiro dia trouxe um mergulho cultural, começando pela Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, onde aprendemos sobre a comunidade muçulmana local.
Em seguida, visitamos o Templo Budista Chen Tien, com belas estátuas e jardins tranquilos.
À tarde, subimos na Roda-Gigante Yup Star, que oferece uma vista panorâmica da cidade.
E, para fechar o dia, navegamos no Kattamaran II pelo Rio Paraná, desfrutando de um jantar com vista das três fronteiras ao pôr do sol.
Dia 4 – Cataratas Argentinas
No quarto dia, visitamos as Cataratas do Iguaçu pelo lado argentino. As trilhas mais próximas das quedas d’água nos proporcionaram uma experiência mais íntima, especialmente na passarela que leva à Garganta do Diabo.
O lado argentino é ideal para quem quer explorar cada detalhe dessa maravilha natural.
Dia 5 – Ciudad del Este, Saltos Monday e Dreams Park Show
O quinto dia nos levou ao Paraguai, onde exploramos o comércio vibrante de Ciudad del Este. Após algumas compras, visitamos os Saltos del Monday, um conjunto impressionante de quedas d’água que, apesar de menos conhecidas que as Cataratas do Iguaçu, são espetaculares.
De volta ao Brasil, terminamos o dia no Dreams Park Show, com atrações como o Museu de Cera, encerrando com leveza e diversão.
Dia 6 – Manhã livre + Itaipu Binacional
Na manhã do sexto dia, tivemos tempo livre para descansar.
À tarde, visitamos a Usina de Itaipu Binacional, uma das maiores hidrelétricas do mundo.
A visita panorâmica nos impressionou pela grandiosidade da obra e pela sua importância energética. Além disso, conhecemos o Refúgio Biológico e fizemos o passeio noturno Itaipu Iluminada, completando o dia com uma experiência educativa e visualmente incrível.
Dia 7 – Volta
Nosso último dia foi de despedida. Foz do Iguaçu nos proporcionou uma viagem inesquecível, combinando natureza exuberante, história e cultura em um destino repleto de surpresas.
→ Confira o registro completo do nosso roteiro de 7 dias em Foz do Iguaçu:
Nosso roteiro de 5 dias de viagem em Foz do Iguaçu, em 2016
Sair do Rio de Janeiro para Foz de Iguaçu e ainda conhecer outro país pela primeira vez é uma jornada imperdível para qualquer turista. E nós fizemos isso.
Seguimos de carro por 21 horas até Foz e ficamos hospedados com vista para o Paraguai.
Confira, a seguir, como foi nosso roteiro de 5 dias pela região!
Dia 1 – Chegada
Neste primeiro dia chegamos já tarde da noite depois de ficar um longo tempo na estrada vindo do Rio de Janeiro. Só deu tempo de comer alguma coisa, descansar bem e recuperar as energias para os dias que estavam por vir.
Dia 2 – Templo Budista, Parque das Aves e Cataratas Brasileiras
Templo Budista Chen Tien
Para entrar na energia da natureza, visitamos na manhã do segundo dia o Templo Budista Chen Tien, o segundo maior da América Latina.
São mais de 120 esculturas de Budas em espaço ao ar livre ao redor do templo.
As estátuas mais impressionantes foram do Buda sorridente, do gigante deitado e as 108 amarelas iguais, organizadas para o pôr do sol e sinalizando boas-vindas.
O jardim também nos encantou, ali percebemos porque é um dos lugares mais procurados por praticantes de meditação, yoga e afins.
Estava chovendo, mas pudemos ver de alguns pontos a paisagem de Foz do Iguaçu e de parte da Ciudad del Este, no Paraguai.
Parque das Aves
Depois do templo conhecemos o Parque das Aves. A chuva apertou, mas não atrapalhou o passeio, pois seguimos com capas de chuva e guarda-chuva e as aves apareceram para nos saudar.
O circuito em trilha de 2 horas nos levou para conhecer aves com cores e formas incríveis além da “árvore da vida”. São 800 animais no total, além das aves, há répteis e borboletas. Os voos rasantes de canários e sabiás, o olhar nos olhos do tucano e deixar as araras-azuis pousarem no ombro são momentos imperdíveis.
Muitas das aves nesse parque são ameaçadas de extinção, sendo uma chance rara de conhecê-las, como a Casuar, conhecida como a “ave mais perigosa do mundo”. A maior colônia de ararajubas em cativeiro do mundo está no Parque das Aves.
Cataratas Brasileiras
À tarde visitamos as Cataratas Brasileiras. Como estava chovendo, a paisagem não estava muito clara, mas pudemos sentir bem a força das águas. A origem da palavra Iguaçu vem do tupi-guarani com significado de “água grande”, que fez esse atrativo ser considerado uma das 7 maravilhas do mundo.
A Trilha das Cataratas tem 1,2 Km e segue acompanhada da biodiversidade encantadora, com escadas e acessos para mirantes onde podemos sentir respingos das cachoeiras no rosto. Além da trilha, há opções de passeio para os mirantes das Cataratas por ônibus com vista panorâmica que sai do Centro de Recepção de Visitantes; por botes pelas águas próximas das quedas; e por helicóptero por cima para apreciar a paisagem.
Na segunda noite de viagem atravessamos o rio Iguaçu para a Argentina e fizemos compras de doces maravilhosos no Duty Free.
Dia 3 – Paraguai e Usina de Itaipu
Para lá da Ponte da Amizade
A chuva continuou no terceiro dia, aproveitamos para passar pela Ponte da Amizade a pé para chegar no camelódromo, 20 vezes maior que o carioca na Uruguaiana.
Não ficamos muito animados com este passeio. Era muita gente na rua. Ficavam nos oferecendo muitas coisas para comprar (meias!) e um chegou a quase raspar minha barba do nada. Uma dica: evite qualquer contato visual.
Como não queríamos comprar nada, voltamos mais cedo do Paraguai, arranjamos um outro passeio para fazer, que não estava previsto em nosso roteiro inicial e que foi uma grata surpresa que durou por todo o período da tarde.
Usina de Itaipu
Conhecemos a Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional e fizemos passeios incríveis pelo entorno. Vimos o painel do artista paranaense Poty Lazaroto, em homenagem aos barrageiros, o gigante Barrageiro de Aço no Mirante Central, a paisagem impressionante da usina por esse mirante e o vertedouro. O imenso vertedouro abre em 10% do ano, sem previsão de data, mas tivemos sorte e pudemos visitar.
Seguimos no passeio em ônibus pelo Circuito Especial por duas horas e meia parando em pontos com instalações da usina, onde caminhamos ouvindo e sentindo os ruídos e vibrações da Usina de Itaipu, além da sala de comando central. Esse passeio ainda passa pelas catedrais de concreto e por uma das unidades geradoras, onde podemos ver o impressionante rotor, que tem peso equivalente a mil carros de grande porte, em funcionamento.
Bar de gelo na Argentina
Na terceira noite fomos a um bar feito de gelo a -10º C em Puerto Iguazú, na Argentina, o boneco de gelo é mais um atrativo do Ice Bar e também uma grande escultura em formato de coração. Um clássico para casais apaixonados tirarem suas fotos. O local funciona como uma mini boate também, com várias músicas tocando enquanto estamos visitando. É bom dançar para se aquecer.
Dia 4 – Cataratas Argentinas
O quarto dia foi de visitar os “Saltos Argentinos”, as cataratas na margem dos hermanos, que estão no Parque Nacional Iguazú.
O Centro de Visitantes é conhecido pelo seu nome “Yvyrá Retá”, que significa “o país das árvores, de onde seguimos a trilha de 650 metros do Caminho Verde. A partir dali há opções: do circuito inferior, entre a mata com vistas para algumas quedas d’água e arco-íris encantadores em dias de chuva e sol, até chegar na base de um salto.
O circuito superior tem passarelas por cima das quedas d’água e vistas para paisagens impressionantes. E os passeios náuticos próximos das quedas e para a Ilha San Martín e da praça de alimentação, com placa também em português. Seguimos o caminho superior, depois o inferior e por fim o passeio náutico para bem próximo dos saltos, imperdível!
Trem da Selva
Na última tarde de visita seguimos no Trem da Selva no parque do lado argentino. Esse trem é aberto e segue entre as árvores. É movido a Gás de Petróleo Líquido (GPL), causando menos impactos que outras fontes de energia, menos barulho e segue por até 18 km/h.
Sai da Estação Central, para na Estação Cataratas, no acesso para os circuitos inferior e superior e para a travessia da ilha San Martín, e termina na Estação Garganta do Diabo, onde podemos atravessar o rio Iguazú Superior em caminho de 1100 metros até o principal ponto turístico da região: a Garganta del Diablo, com seu arco-íris mesmo sem chuva e, quando o rio está baixo, é possível chegar bem próximo da queda d’água.
Duty Free
Na última noite de viagem fomos a um cassino próximo do Duty Free em Puerto Iguazú na Argentina, onde ganhamos um pouco para comprar alfajores.
Dia 5 – Volta ao RJ
Acordamos bem cedo na Argentina para retornar para Foz do Iguaçu. De lá pegamos o avião para voltar o Rio de Janeiro e encerrar nossa viagem.